" Espaço onde exponho um pouco de meu pensar, um pouco de lirismo, um tanto biográfico. rs Quase um diário. "rs Seja bem vindo, entre e aconchegue-se. "
domingo, 16 de outubro de 2011
Lispectando - Devaneios.
Há muito mais em mim do que eu possa revelar.
Há um opaco, um vazio, uma interrogação.
Fica então este nada, um silêncio...
Um espaço entre a lógica e a fantasia.
Pudera eu ser livre para expressar as loucuras que me assombram a mente.
Mas que também me faz deliciar por poder pensar o oposto.
Deram-me o pensado, o pronto.
Não, não é o que eu quero.
Quero me reinventar, ser Eu.
E não o molde a mim oferecido.
Deixa-me ser.
Erlanem Araujo.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Contemplação
É sábado, tarde quente de verão, corpo cansado lançado ao sofá, uma bebida gelada na
mão e uma canção de Caetano na vitrola. Respiro fundo: Ufá! Eu mereço o ócio, o marasmo, a sesta.
Janela aberta, olho sem a intenção de mirar nada que reanime ou que fascine. Avisto! O céu esta especialmente azul, um azul celeste, um azul daqueles que quando criança usamos as canetinhas de hidrocor para expressar o colorido especial da época da inocência. Afinal, há diferença entre os tons da inocência e os da maturidade.
As nuvens que salpicam o céu estão garbosas, mais parecem algodões. O céu...especialmente lindo ! Para completar este espetáculo que me é dado gratuitamente, eis que surge um bando de andorinhas, lindas, unidas, descompromissadas. Elas voam, bailam, e nesta dança desenham o céu. Meus olhos ainda as miram. Elas passam parece que sem destino algum, voam, bailam e somem. Onde pousarão? Para onde vão as aves? Parecem não se preocupar se terão onde pousar.
Esta observação traz-me a reflexão. A vida é assim, vivamos, sem pretensões de saber onde vamos chegar. O que realmente importa é viver de forma intensa, proveitosa, construtiva. Viver é tão lindo, e mais belo ainda é poder parar para apreciar: a canção, o céu, as nuvens , as andorinhas... Experimente, eu recomendo.
Cá estou, música na vitrola, uma bebida gelada, corpo lançado ao sofá e a caneta na mão. Pausa só para expressar o que sinto. O belo é simples, corriqueiro e gratuito, isto é o que sinto. Carp Diem.
Erlanem Araújo
Apenas reações adversas de uma tarde quente de verão.
Sábado Fev 2011
mão e uma canção de Caetano na vitrola. Respiro fundo: Ufá! Eu mereço o ócio, o marasmo, a sesta.
Janela aberta, olho sem a intenção de mirar nada que reanime ou que fascine. Avisto! O céu esta especialmente azul, um azul celeste, um azul daqueles que quando criança usamos as canetinhas de hidrocor para expressar o colorido especial da época da inocência. Afinal, há diferença entre os tons da inocência e os da maturidade.
As nuvens que salpicam o céu estão garbosas, mais parecem algodões. O céu...especialmente lindo ! Para completar este espetáculo que me é dado gratuitamente, eis que surge um bando de andorinhas, lindas, unidas, descompromissadas. Elas voam, bailam, e nesta dança desenham o céu. Meus olhos ainda as miram. Elas passam parece que sem destino algum, voam, bailam e somem. Onde pousarão? Para onde vão as aves? Parecem não se preocupar se terão onde pousar.
Esta observação traz-me a reflexão. A vida é assim, vivamos, sem pretensões de saber onde vamos chegar. O que realmente importa é viver de forma intensa, proveitosa, construtiva. Viver é tão lindo, e mais belo ainda é poder parar para apreciar: a canção, o céu, as nuvens , as andorinhas... Experimente, eu recomendo.
Cá estou, música na vitrola, uma bebida gelada, corpo lançado ao sofá e a caneta na mão. Pausa só para expressar o que sinto. O belo é simples, corriqueiro e gratuito, isto é o que sinto. Carp Diem.
Erlanem Araújo
Apenas reações adversas de uma tarde quente de verão.
Sábado Fev 2011
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