domingo, 27 de junho de 2010

Um herói.

O que de fato é ser herói?
No Aurélio: Homem extraordinário por seus feitos guerreiros, seu valor ou sua magnanimidade. Paro, reflito e pergunto. Já conheci um? Posso então
concluir que estive com ele, nasci dele. Meu Pai, grande homem.
Lembro-me de seus feitos guerreiros. Criou sete filhos, não apenas os criou dando-lhes alimentação, moradia...estas coisas triviais, básicas que se "tem" que dar aos filhos. O que recebemos dele, foi além. Recebemos um modelo de caráter, hombridade, justiça, retidão, fidelidade a Deus, aos filhos e a esposa.
Falo de um homem simples,que conhecia pouco as letras, que não frequentou os bancos de uma Universidade. Porém, na escola da vida, ele foi Mestre.
Falo de um homem, que trabalhava noites a fio, e que chegava em casa todas as manhãs distribuindo carinho, acordando as filhas e filhos que ainda dormiam, para fazer o culto matinal e ser grato a Deus por tudo.
Falo de um servo fiel que jamais abandonou seu Deus, mesmo diante das maiores dificuldades.
Falo de um Pai que educava com carinho e corrigia com firmeza, sempre apresentando as suas razões. Ele jamais disse não sem apresentar um porquê.
Falo de um homem que não se prestava a ser beneficiado, se isso fosse ilegal, mesmo que ele necessitasse. Era tachado de bobo, porém, mantinha-se firme aos seus princípios sem jamais se deixar corromper.
Falo de um "músico", que conhecia apenas algumas notas musicais, mas que tocava o seu cavaquinho com o coração e encantava.
Falo de um avó que cercava de carinho seus netos e os exibia como sendo troféus.
Alcedir, nosso exemplo de vida. Nosso grande Pai, sua grandeza de alma o tornou herói. Ficou para nós um grande modelo, o prazer de ser filho, e uma saudade que teima em doer. Uma saudade que rasga o peito e a esperança de revê-lo, um dia, quem sabe.

Obs. Apenas uma reflexão sobre Meu Pai. Como dói não tê-lo mais aqui.

Manias

Pra você não me esquecer.
Marque a data do meu aniversário,
Deixe lá na agenda,
Num papel rabiscado...

Descubra que bicho mais me atrai,
Ou com qual dele eu quero parecer.
Sonde... Decifre quais são meus desejos mais intensos,
Minhas manias, minhas queixas, o que gosto de fazer.

Saiba qual a minha preferência,
Se o verão morninho, com gosto de mar, sal, sol, shopinho...
Ou se o inverno, dos agasalhos, do chocolate quente,
Chás, sopas , jogo de baralho e do vinho.


( Confesso que pretendia outra escrita. POrém, este foi o manifesto do meu coração. rsrs )

terça-feira, 22 de junho de 2010

Overdose Futebolística.

Futebol! Ah... o futebol.
Confesso que não compreendo a paixão que certos homens têm por ti. Os hipnotizados paralisam diante de uma partida, olhos fixos na tela, vozes alteradas, muitos palavrões e é claro um copo de cerva na mão. O mundo pode estar acabando, ele vai ter que esperar o intervalo ou o final do jogo. Sair da frente da TV? Nem pensar.
Acabou o Jogo!!! Vamos lá... Depois de todo aquele ritual: vestir a camisa do Time do coração, juntar os amigos, apostar cervejas, xingar aos berros, amaldiçoar a mãe do juiz, tencionar todos os músculos do corpo durante quase duas horas, fazer figa, dar socos no ar e finalmente vibrar com o Gol, quando este acontece, tem-se a sensação de que tudo voltará ao normal. Que nada, o magnetizado sai em busca de canais da TV que apresentam debates sobre a partida, ele necessita ouvir opiniões diversas sobre o jogo que ele assistiu e já tem a sua conclusão. Como se não bastasse no outro dia ele vai até uma banca e compra jornais para se certificar de mais opiniões sobre o jogo, que friso, ele assistiu. Pronto acabou! Mero engano. No trabalho, no trânsito, no barzinho, e em quase todas as conversas, esta partida ainda será discutida por muitos “árbitros” que estiveram lá, apitando o jogo, e é claro, cada um viu o lance de uma forma diferente. Overdose futebolística.
Engana-se aquele que acredita durar apenas 90 minutos uma partida.
Quando o indivíduo não consegue manter o tema em casa, pois a mulher ou filhos não são ligados ou não entendem do riscado. Ele fica inquieto, precisa dar uma volta , ele não agüenta , é necessário sair para comentar a partida, que já acabou. É mais forte que ele.
Só para mostrar que sei um pouquinho sobre o assunto, fica aqui o meu mínimo entender sobre esta paixão Nacional. Tecnicamente sei que o campo é dividido em áreas, pequena e grande área, a grande só pode ser a maior das figuras geométricas desenhadas naquele espaço enorme. Se o jogador for derrubado na área do adversário... Pênalt! Penalidade máxima! Momento que todo mundo adora, tem jogador que até cava o tal tiro livre. O indivíduo fica cara a cara com o goleiro, afasta-se e bate, alguns fazem até uma “paradinha”, motivo de mais discussões. Ufa!
Sei também que há quatro regiões principais dentro do campo que são: goleiro, defesa, meio campo e ataque. Quanto as posições, estas sou até capaz de citá-las: zagueiro, central, cabeça-de-área, meio-armador, meio-lateral, ponta-de-lança, lateral...são nomes que ouso gritarem durante a partida, não tenho a menor intimidade com eles, mas tenho boa memória, sei que existem mas... Onde se localizam dentro do vasto campo... Impossível saber. Rs
Acho tão amigável a tal barreira, aquela que é feita quando há falta, todos unidos na mesma posição prontos para serem alvo de uma bolada, um tiro.
Os jogadores se colocam a disposição para impedir que a bola entre. Cá para nós, eu até acho que a barreira prejudica o goleiro. Afinal como ele vai defender se tem um bando de amiguinhos a sua frente impedindo a sua visão. Todavia, como nada sei sobre futebol. Melhor não dar sugestões. E o escanteio? Este... Não sei mesmo do que se trata. Há no futebol um momento que vejo mágico, é o driblar. Livrar-se do adversário com graça e magnitude, parece um passo de ballet, é lindo. Imagine se eles me escutam falar assim... Passo de ballet.
Vamos ao principal, o ápice de uma partida, afinal “nós” não ficamos paralisados diante da TV ou na Platéia do Maraca por nada, né mesmo? Queremos ver Gols.
Ah o Gol! Momento de extravasar, de soltar o grito preso na garganta, de abraçar quem está ao lado, gente que nunca vimos, mas que esta na mesma sintonia. Este é o apogeu, o mais auto grau de vibração.
Nossa! Eis aí a contradição, iniciei falando deles, “os homens, os paralisados, os magnetizados pelo futebol”, e termino inserida. Começo na terceira pessoa do plural e termino na primeira. Falava Deles, agora de Nós. Rs
Eu me rendo. O Futebol é apaixonante de fato, eu leiga no assunto vejo-me atraída e gosto de ver gols. Imagine quem entende, e é capaz de narrar o jogo do início ao fim.
Futebol. Ah! O Futebol, agora consigo entender o porquê eu e muitas outras ficamos para depois por 90 minutos e um pouquinho mais.

Erlanem Araújo.

Escrito em Abril de 2010